Há um ano, vimos na Câmara a maior demonstração de ódio e intolerância durante a votação do Plano Municipal de Educação (PME) - documento que define as metas e diretrizes da educação no Rio pelos próximos 10 anos no Rio. Um grupo de vereadores tentou impedir a todo custo que as escolas do Rio discutam igualdade de gênero e que combatam o preconceito por causa de orientação sexual.
Agora, em 2018, é muito importante que o panorama mude e mais do que nunca é necessário que esses temas estejam em pauta, especialmente nas escolas. Internacionalmente, pessoas comuns e artistas vêm se mobilizando por mais igualdade de salários, de oportunidades e de tratamento entre homens e mulheres. E é fundamental que a primeira abordagem sobre este tema aconteça já na escola.
O Brasil é o 5º país que mais mata mulheres e no qual elas ganham 30% a menos que os homens. Também é o que mais mata LGBTs e no qual 32% deles e delas sofreram ou sofrem discriminação na escola. Não podemos mais esperar para mudar essa realidade.
O PME volta à pauta amanhã, dia 27 de março, e as emendas que acabam com a discussão de gênero e orientação sexual já têm o apoio de 22 vereadores. Mas eles não são maioria! Vamos mostrar que somos milhares de pessoas a favor de escolas comprometidas com a igualdade e o combate a todas as formas de violência e discriminação.
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Quem você vai pressionar (46 alvos)
    Como funciona?
    1. Estamos conectando com o alvo da vez...
    2. Assim que alguém atender do lado de lá, vamos te ligar
    3. Quando você atender, conectamos as ligações
    4. Agora é com você, hora de pressionar!

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    pessoas querem escolas contra o preconceito

    Lei Maria da Penha, artigo 8º:
    Para prevenir violência doméstica, a lei diz que:
    “A promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito
    respeito à dignidade da pessoa humana com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia”.
    O PME menciona gênero e sexualidade em três pontos específicos: as metas 7.26, 8 e 8.4. O vereador Carlos Bolsonaro (PSC) quer retirar essas palavras através das emendas 67,68 e 69. Queremos escolas comprometidas com a igualdade, por isso queremos a manutenção das metas como estão:
    META 7.26: promover a articulação dos programas da área da educação, de âmbito local e nacional, com os de outras áreas, como saúde, trabalho e emprego, assistência social, esporte e cultura, ressaltando-se o desenvolvimento de projetos educacionais nas áreas de arte e cultura, notadamente, relacionados às questões étnico raciais, e ao desenvolvimento de temáticas voltadas para o meio ambiente, promoção de saúde, sexualidade e gênero, possibilitando a aproximação da comunidade escolar com eixos temáticos que favoreçam a melhoria da qualidade educacional e da consciência crítica;
    META 8: elevar a escolaridade média da população de quinze anos ou mais, de modo a alcançar, no mínimo, doze anos de estudo ao longo da vigência deste Plano, principalmente nas áreas de menor escolaridade e igualar a escolaridade média independente de raça, gênero ou crença.
    META 8.4: desenvolver políticas públicas, em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, voltada para a educação das relações humanas e promoção da redução das desigualdades de gênero, classe, raça, etnia, geração, orientação sexual e deficiência, pautando-se pelo princípio da equidade e igualdade social, a fim de promover um desenvolvimento sustentado e comprometido com a justiça social;
    O Meu Rio sabe que só o combate a todos os tipos de intolerância, preconceito, desigualdade e discriminação podem mudar a realidade cruel vivenciada por mulheres e pela população LGBT. Acreditamos que as escolas têm papel fundamental na construção de uma sociedade melhor e de futuros cidadãos mais tolerantes e que vivam em igualdade.
    Por isso, reconhecemos a importância da discussão sobre gênero e sexualidade nas escolas como parte essencial de um Rio mais justo e igualitário no futuro.