No dia 25 de maio, um grupo de deputados tentou colocar em votação um projeto de lei que proíbe a abordagem de temas ligados a igualdade de gênero e orientação sexual nas salas de aulas do Rio.
O projeto de lei 1615/2016, de autoria dos deputados Flavio Bolsonaro e Edson Albertassi, entre outros, entrou na pauta de votação da Assembleia Estadual do Rio de Janeiro no dia 25 de maio. O objetivo desse projeto é proibir que os professores possam falar sobre gênero e orientação sexual nas escolas. Isso significa que os professores não poderão nem sequer se referir a esses termos em sala de aula, restringindo sua atuação no ensino do respeito, da igualdade e da tolerância ou na hora de agir em casos de violência, agressão e bullying entre as crianças.
Nós mobilizamos as pessoas e em menos de duas horas chegamos a mais de 1.100 e-mails de cidadãos e cidadãs revoltados com essa proposta . Eles sentiram nossa pressão e, com medo de uma derrota por unanimidade, retiraram o projeto de pauta.
Ainda não há uma nova data para o projeto ir para a votação, mas nós estamos em cima dessa pauta. Inscreva-se no formulário ao lado para ficar sabendo assim que o projeto voltar ao plenário.
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O QUE O PL 1615/2016 QUER?
- PROIBIR OS PROFESSORES DE ENSINAR
Se o PL for aprovado, professores e professoras não poderão mais falar sobre gênero, orientação sexual e temas correlatos (como respeito e tolerância) em sala de aula.
- CONTROLAR O QUE ESTÁ NOS LIVROS
Além de censurar os professores, o PL também quer proibir que esses temas apareçam em qualquer material didático nas escolas do estado.
- CRIAR UM CLIMA DE INTOLERÂNCIA NAS ESCOLAS
Ao negar o ensino da igualdade, respeito e tolerância nas escolas, o PL restringe a atuação de educadores nas escolas, inclusive em casos de brigas e bullying.
O Meu Rio sabe que só o combate a todos os tipos de intolerância, preconceito, desigualdade e discriminação podem mudar a realidade cruel vivenciada por mulheres e pela população LGBT. Acreditamos que as escolas têm papel fundamental na construção de uma sociedade melhor e de futuros cidadãos mais tolerantes e que vivam em igualdade.
Por isso, reconhecemos a importância da discussão sobre gênero e sexualidade nas escolas como parte essencial de um Rio mais justo e igualitário no futuro.